Este blog tem como objetivo transmitir as aulas dadas de Imunologia na Faculdade Leão Sampaio ,através de um resumo diário,possibilitando as pessoas um amplo conhecimento do sistema imune.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

ANTIGENO X ANTICORPO

Quando algum antígeno (bactérias, fungos, etc.) entra em contato com o sistema imunológico humano, esse, que possui mecanismos de neutralização dos antígenos, produz anticorpos contra aquele.

Anticorpos são glicoproteínas derivadas dos linfócitos B que atacam os antígenos causadores das doenças. A ação dos anticorpos começa desde a fase intra-uterina, copiando e armazenando todas as seqüências de aminoácidos existentes no corpo do feto.
Cada anticorpo possui uma região especial em suas extremidades que são sensíveis a um tipo de antígenos, fazendo com que os anticorpos se liguem a eles de alguma forma. Um anticorpo pode se ligar ao antígeno a fim de interromper sua ação ou a fim de avisar o organismo que o invasor precisa ser removido.





A relação antígeno-anticorpo é altamente específica, sendo assim, o organismo adquire uma capacidade de resistir ao mesmo agente infeccioso no caso de uma nova infecção. Aos poucos, o corpo vai criando seu próprio sistema de defesa.

terça-feira, 29 de março de 2011

FUNÇÕES EXERCIDAS PELOS ÓRGÃOS LINFÓIDES PRIMÁRIOS E SECUNDÁRIOS

Os órgãos linfóides são classificados em primários e secundários.
Os primários são responsáveis pela produção e maturação de linfócitos, incluindo o timo e a medula óssea.
Os secundários são os órgãos onde os linfócitos estimulam a produção de anticorpos, entre os quais citam-se as adenóides, baço, placas de peyer, apêndice, linfonodos e vasos linfáticos. Esse conjunto de órgãos está distribuído conforme a Figura abaixo

ÓRGÃOS LINFÓIDES PRIMÁRIOS:
• Medula óssea: É o órgão responsável pela geração de elementos sangüíneos, tais como as hemácias, monócitos, plaquetas, linfócitos B e leucócitos polimorfo nucleares (granulócitos). É o local onde se desenvolvem as células B e células-tronco.
• Timo: Local onde as células T se desenvolvem, sendo que algumas células migram da medula óssea para o timo e transformam-se em células T.
ÓRGÃOS LINFÓIDES SECUNDÁRIOS:
• Amígdalas e adenóides: Local onde estão presentes grandes quantidades de células linfóides e constituem a parte do SIH associada às mucosas ou ao intestino.
• Linfonodos: Ambiente onde ocorre a resposta imunológica adaptativa, caracterizados por um vasto sistema de vasos responsáveis pela coleta de fluído extracelular dos tecidos, fazendo-o retornar para o sangue. Esse fluído é produzido pela filtragem do sangue e denomina-se linfa.
• Apêndice e Placas de Peyer: Linfonodos especializados contendo células imunológicas destinadas à proteção do sistema gastrointestinal;
• Baço: É o único órgão linfóide na corrente sangüínea. Possui a função de remover as células sangüíneas envelhecidas e combater organismos que invadem a corrente sangüínea ou são levados por ela até o baço.
• Vasos linfáticos: Rede de canais que transporta a linfa para o sangue e órgãos linfóides. Os vasos aferentes drenam o líquido dos tecidos e carregam as células portadoras dos antígenos dos locais de infecção para os órgãos linfáticos. As células apresentam o antígeno aos linfócitos que estão circulando.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Descoberta a fonte da juventude: uma bactéria

Experiências feitas nas universidades do Texas e de Michigan apontaram que a rapamicina (Rapamune), droga atualmente utilizada em transplantes de órgãos, tem o poder de estender milagrosamente a vida - ratos que tomaram o remédio viveram até 14% a mais. Isso acontece porque a rapamicina inibe um mecanismo chamado mTOR, responsável pela divisão, multiplicação (e envelhecimento) das células. Mas essa droga, que é produzida pela bactéria Streptomyces hygroscopicus, encontrada no solo da ilha de Páscoa, tem um efeito colateral: enfraquece o sistema imunológico. Por isso, os cientistas enfatizam que ninguém deve tomar o remédio por conta própria. "A descoberta é importante porque abre caminho para o desenvolvimento de drogas que ajam mais especificamente, sem efeitos colaterais", explica a bióloga Lynne Cox, da Universidade de Oxford.

14% é quanto os ratos que tomaram a droga viveram a mais (o equivalente a 10 anos em idade humana).

Novas descobertas sobre as doenças autoimunes

Diante de incertezas e acasos, o ser humano tenta encontrar uma explicação para fatos à primeira vista inexplicáveis. E um deles é a existência de doenças autoimunes. Os cientistas ainda tateiam em busca de motivos pelos quais nossas próprias defesas passariam a encarar o organismo como um adversário em um campo de batalha. A herança genética, é quase certo, tem parcela de culpa nesse desatino do sistema imunológico. Até aí, não há mesmo o que fazer. O curioso é que muita gente, apesar da predisposição, passa a vida toda sem experimentar essa reação masoquista dos guardiões do corpo. “Isso é o maior sinal de que fatores ambientais atuariam como estopins importantes para a autoagressão”, opina o reumatologista Luis Eduardo Andrade, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

Pesquisadores dos quatro cantos do globo querem decifrar quais seriam esses gatilhos. Um grupo do National Institute of Environmental Health Sciences, nos Estados Unidos, investigou o impacto dos raios ultravioleta do sol nos autoataques do corpo. Eles analisaram 380 pacientes diagnosticados com uma doença autoimune que acomete a pele, a dermatomiosite. Colheram amostras de sangue e verificaram a presença de um anticorpo específico, associado à exposição excessiva ao sol. “Confirmamos que a radiação altera o DNA das células cutâneas, o que aumenta, sobretudo nas mulheres, o risco de o organismo enxergá-las como estranhas, desencadeando o problema”, revela Frederick Miller, o autor do estudo. 

Outra descoberta vem da Universidade da Califórnia, também nos Estados Unidos. Ali, os investigadores alteraram ratos, retirando de seus macrófagos — integrantes do sistema imune — uma proteína chamada TLR4. Depois, alimentaram os animais com uma dieta gordurosa, até que atingissem a faixa do sobrepeso. Ao contrário das cobaias normais, as modificadas não apresentaram inflamações nem resistência à insulina — reações esperadas quando se engorda demais. Ou seja, seria a tal proteína que ativaria a resposta imune à gordura. “Esse resultado é instigante, mas precisamos de mais estudos”, diz a reumatologista Maria Helena Kiss, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. 

Recentemente na Suíça, na última reunião da Liga Europeia contra o Reumatismo — mal também causado pelas defesas do corpo —, os especialistas identificaram outras faíscas que fariam o sistema imunológico pegar fogo. “Parece que o cigarro e o consumo excessivo de café são capazes de tirá-lo do prumo”, revela a reumatologista Evelyn Goldenberg, da Unifesp. O estresse, as infecções sucessivas e até as pílulas anticoncepcionais completam a lista de suspeitos. 

Quanto mais cedo forem detectados o reumatismo e outras encrencas autoimunes, menores os riscos de complicação grave. “Febre, sensação de fadiga, manchas avermelhadas na pele e dor nas articulações nunca devem ser subestimados”, avisa Maria Helena Kiss. Infelizmente, ainda não existe uma cura definitiva para esses males. O que se consegue, com os recursos modernos, é minimizar seus estragos e proporcionar maior bem-estar. Conheça, a seguir, o que é possível fazer nas principais enfermidades provocadas pelo sistema imunológico.

Introduçao a imunologia.

Imunologia é o ramo da biologia que estuda o sistema imunitario (ou imunológico). Ele lida, entre outras coisas, com o funcionamento fisiológico do sistema imune de um indivíduo no estado sadio ou não, mal funcionamento do sistema imune em casos de doenças imunológicas (doenças autoimunes, hipersensitividade, deficiência imune rejeição pós enxerto); características físicas, químicas e fisiológicas dos componentes do sistema imune in vitro, in situ e in vivo.

O sistema imune inato ou sistema imunitário inato é o nome dado ao conjunto de formas de imunidade que nasce com o indivíduo, sem necessidade de introdução de substâncias ou estruturas exteriores ao organismo.
É a imunidade fornecida pelos macrogafos (células fagocitárias); pela pele, que é uma barreira de proteção contra microorganismos invasores; por substâncias químicas presentes no corpo (na pele principalmente); pelo sistema complemento (um complexo de proteinas que atuam na imunidade).

Via de entrada de patógenos

Vias aéreas (gotíclas inaladas;)
Trato gastro intestinal (água ou alimentos contaminados);
Trato reprodutivo (contato físico);
Epitélio externo (contato físico, ferimentos ou arronhões, picadas de insetos).
Quado os patógenos pentram pela pela, a imunidade inata entra em ação através de células fagocíticas. Se não for suficiente para eliminar o fagócito, entra em ação a imunidade adquirida.

Barreira contra a infecção

Mecânicas: células epiteliais justapostas queratinizada; fluxo longitudinal de ar ou de fluídos através do epitélio (espirro); movimento de muco pelos cílios do epitélio respiratório.
Química: ácidos graxos (pele); enzimas (lisozina – saliva, suor, lágrimas, pepsina – intestino); pH baixo (estômago), peptídios antibacterianos, defensinas, catelicidinas, criptidinas.
Microbiológicas: a flora natural compete por nutrientes com a flora patogênica.